Quando o bebê vai se tornando menino

Hoje Filipe completa 26 meses e se perguntassem qual a maior transformação observada nele em seu segundo ano de vida, certamente responderia que é a descoberta de um menino que vai ocupando o lugar do bebê.

Esse é um processo maravilhoso de ser contemplado, mas igualmente trabalhoso de ser acompanhado!

pipe 26 meses baixa

Foto Kuara Fotografia

A medida em que vai se descobrindo um ser separado de sua mãe, a criança começa a manifestar seus desejos de maneira mais incisiva e nós, adultos, acostumados a lidar com um bebê facilmente “engabelável”, nos vemos completamente perdidos diante desses comportamentos.

Se antes era possível distrair rapidamente um bebê que chorava porque lhe tiraram o copo de vidro das mãos, agora nos deparamos com um evento eterno de choro diante da mesma situação. Isso porque essa criança de dois ou quase dois anos se sente desrespeitada e protesta veementemente contra. É preciso explicar o que vai ser feito, como e porque e, geralmente, por mais de uma vez.

No segundo ano de vida, especialmente ao final dele, a criança se descobre ágil, rápida, com habilidades motoras antes inexistentes. Todavia, ao contrário desse desenvolvimento motor, a capacidade de prever acidentes e identificar atitudes perigosas é ainda imatura e precisará ficar a cargo do cuidador impedir que os acidentes aconteçam.

Se no primeiro ano de vida mantivemos os bebês ao colo, ou em colchonetes e espaços delimitados, o segundo ano nos trará o desafio de nos mexermos o tempo inteiro. Ficar assentado emitindo alertas de que isso ou aquilo não pode ou  é perigoso não impede que os acidentes aconteçam. A criança dessa idade não é capaz de antecipar pensamentos do tipo “se eu fizer isso pode acontecer aquilo”. Ensinar é nossa tarefa, mas tão importante quanto a fala é a atitude. Se a criança sobe ao sofá e pula, não basta dizer que é perigoso porque pode cair, é preciso dizer e impedir que ela continue propondo outra atividade que chame a atenção dela.

Temos sido desafiados a rever nossas atitudes diante do menino que se apresenta a cada dia. O que fizemos ontem não dará certo amanhã e será preciso refletir e reorganizar ações.

Nossa paciência e capacidade de compreensão tem sido testadas ao extremo e manter a filosofia de uma criação empática, baseada no amor, que refuta qualquer forma de violência é um exercício diário.

Até aqui temos conseguido, mas o caminho é de flores e pedras. Seguiremos juntos, pais e avós, no passo de Filipe, que agora não é mais bebê, mas um menino lindo, cheio de surpresas e peraltices…

Em comemoração ao mesversário, um vídeo com um pouquinho das habilidades desenvolvidas pelo Pipe nesses últimos meses.

O escalador

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