Construindo memórias de família

 

Quem aqui não tem memórias de família? Aquelas lá da infância que, quando acessadas, nos permitem reviver cheiros, sabores, sons e sensações deliciosas!

Eu tenho muitas e também muitos ritos de família que carrego com carinho na lembrança: café da manhã na cama no dia do aniversário; comer farofa de ovo com queijo num prato só divido por todos no fim da noite; raspar a bacia de massa de bolo; modelar biscoitinhos com as sobras da massa de rosquinha; tomar vitamina de amendoim no Café Nice, lá da Praça Sete, antes de assistir a um filme dos Trapalhões no Cine Brasil; imaginar que a Av. Afonso Pena era um grande tobogã ao voltar pra casa do Parque das Mangabeiras; as aventuras do Banana Jones que meu pai fazia conosco nas férias…

São memórias afetivas que me marcaram na infância e sobre as quais adoramos conversar. Elas contam nossa história e nos imprimem uma espécie de “selo de família”.

Esse ano andei pensando sobre quais seriam as memórias que meus meninos carregariam da nossa família. Sei que a maior parte delas será formada de maneira não intencional, mas talvez algumas pudessem ser construídas intencionalmente.

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cartão de 2013 – Filipe com 5 meses

Desde que fiquei grávida de Filipe envio cartões de Natal para a família e alguns amigos. No primeiro ano o cartão foi assinado com Sadat, Ívina e Bebê. Pipe nasceu e o cartão do ano seguinte foi com uma foto, uma forma de quem está longe acompanhar o crescimento. O de 2014 foi em nome de Sadat, Ívina, Filipe e Bebê 2 e o de 2015 ganhou o nome do João.

A prática entrou para o hall das memórias. Curto demais confeccionar eu mesma os cartões e enviá-los, apesar de chegarem sempre depois do Natal (hahaha) e fico ansiosa pelos próximos imaginando que os meninos participarão dessa atividade e pensando quais nomes serão acrescidos na assinatura – HAHAHAHAHA, que o marido não me leia 😛

 

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cartão de 2014  – Filipe com 1a5m

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cartão de 2015 – Filipe 2a5m e João 3m

A ideia de construir memórias foi tomando corpo durante o ano e começamos a marcar eventos com essa intencionalidade.

Moramos longe de praticamente toda a família e no aniversário de cada um: avós, tios e primos, fazemos um bolo, colocamos uma vela e cantamos parabéns. O vídeo vai para o aniversariante e a festa fica pra nós. Foi a maneira que encontramos de manter a memória dos familiares sempre viva, apesar da distância.

20160725_125704No aniversário de 3 anos de Filipe, fiz uma contagem regressiva de 5 dias. Prometo que conto com detalhes. Foi uma delícia! Toda manhã tinha um cartão na sala com a proposta de uma atividade em família. Todos curtimos demais e foi uma maneira dele entender que o aniversário estava se aproximando.

 

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Agora em dezembro, fizemos um calendário do advento: 25 atividades relacionadas ao Natal preparando Filipe para a data. Foi muito gostoso! Conto com detalhes em outro post.

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Enfim, são pontinhos pequenos, feitos à mão, numa colcha grande que vem sendo costurada nos 12 anos de casamento e ganhou mais cores e relevos com a chegada dos pequenos.

E na sua casa? Que memórias (intencionais ou não) vocês tem construído com as crianças? Ou que memórias da sua infância vocês desejam levar adiante? Contem pra gente!

 

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3 comentários sobre “Construindo memórias de família

  1. c/ certeza a minha paixão por sorvete veio da tradição de irmos à Sorveteria do Toninho, um amigo do meu pai, tds os domingos à tarde. passávamos na ksa da minha avó paterna pra buscá-la e de lá íamos meu pai, minha vó, eu e as minhas 3 irmãs + velhas nos esbaldar! tanto q uma vez minha vó Raimunda disse a pérola q ficou gravada “hj vou tomar sorvete até suar” rs. sorvete é confort food pra mim. era uma sorveteria de bairro, mto simples, mas o sorvete era caprichado e gostoso.
    comer “capitão” q minha mãe preparava c/ o mexidão e dava na boca de cada uma de nós enqnto nos amontoávamos na cama de casal tbm foi uma das coisas + simples e q + me marcou.
    tbm nao me esqueço das roupinhas q minha mãe fez pras nossas barbies genéricas preparando um casamento, teve até buquê! e os móveis de caixinhas de fósforo pra brincar c/ as bonecas mostram q $ não é nd qndo se trata de criar memórias afetivas na infância, criatividade e mão na massa é q faz td diferença!
    =)

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