Comidinhas do Filipe – Iogurte natural

Depois da receita de geleia com iogurte, hoje apresento a receita do iogurte caseiro.

Mas alguém aí pode estar se perguntando: com tanto iogurte no mercado, pra que ter o trabalho de fazer o meu?
A resposta é simples: porque o seu vai ter como ingredientes apenas leite de vaca e fermento lácteo, enquanto o da prateleira do mercado tem, na maioria, outros ingredientes que não tem nome de comida.
Aqui em casa temos acesso a leite caipira, então o preparo do iogurte começa uma etapa antes, com o tratamento do leite.
Fervemos o leite, refrigeramos,  separamos a nata, fervemos novamente, refrigeramos mais uma vez e tiramos mais nata.
Essa nata é estocada e utilizada no preparo de bolos e rosquinhas.
Como o iogurte é  com leite integral e feito para o consumo do Filipe, achamos por bem, no começo, diluir o leite em 40% de água filtrada. Isso dá uma textura mais mole e menos cremosa, mas se você vai fazer pra consumo adulto ou de crianças maiores, seja feliz com o leite 100% integral!

A receita o iogurte mesmo começa aqui se você vai usar o leite de caixinha

– 1 litro de leite – o leite de saquinho é o aconselhado, mas não é em todo lugar que acha. Se for o de caixinha acrescente 1 colher das de sopa de leite em pó;
– 1 copo (200g) de iogurte natural;

Aqueça o leite no fogo até atingir uma temperatura suportável ao toque. Aqui usamos o teste do dedão. Colocou o dedo no leite e tá quentinho, mas sem queimar, a temperatura tá  certa! (As nutricionistas que não me leiam hahaha).
Essa temperatura é importante porque muito quente mata os lactobacilos e muito frio não cria o ambiente de que eles precisam pra se reproduzir.
Temperatura certa, retire do fogo e misture o iogurte. Eu gosto de diluir num pouco desse leite antes de misturar em tudo. Assim não ficam pedacinhos.
Acondicione em recipientes de vidro com tampa, coloque numa caixa de isopor e cubra até à metade com uma água esperta (na mesma temperatura do leite).
Após 6 horas retire e refrigere.
Dura 15 dias.
Antigamente fazíamos de noite e, ao invés de vários potinhos na caixa de isopor,  deixávamos tudo numa panela só dento do forno até  à manhã seguinte. O problema disso é que não se tem um controle de temperatura e, no nordeste,  isso é bem arriscado. O uso de um único recipiente também favorece a contaminação, diminuindo a validade, pois a cada vez que for servir tem que se abrir a vasilha.

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Parece muita coisa, mas o processo em si é simples. Atualmente é feito por meus pais e Filipe adora o “gugute”.
Fica bom puro, com mel, com geleia, com frutas e cereais, em preparações, pra molhos, enfim, basta usar a criatividade!
Ah, sempre guarde um dos potinhos para fazer a próxima receita. Assim não precisa comprar o industrializado.

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