Redes de apoio para o parto

Falamos sobre redes de apoio para o pré-parto e sua importância para a construção de um projeto de parto coerente com os desejos de cada família e também sobre redes de apoio para o pós-parto e sua importância para uma experiência agradável de maternagem desde os primeiros meses.

O post de hoje é sobre redes de apoio para o parto. E aí, precisa mesmo? Não dá pra viver o parto sozinha, só a gestante e o marido?
Uma rede de apoio para o parto diz respeito à escolha das pessoas que farão parte desse momento. Entre elas podemos citar profissionais como ginecologista obstetra (GO) ou obstetriz, enfermeira obstetra, pediatra neonatal e doula e outros atores mais íntimos, como familiares e amigos que serão incluídos no processo.
Independente do local escolhido para o nascimento, um parto costuma começar em casa e não é necessário correr para o hospital na primeira contração. Aliás, a indicação é ir para o hospital em trabalho de parto ativo, ou seja, com contrações ritmadas e duradouras. Até chegar nesse estágio, um TP (trabalho de parto) pode durar horas e, em alguns casos, dias.
Quem vai te acompanhar nesse período? Será que chamar a mãe ou a sogra que bradaram por uma cesárea durante toda a gestação vai ser uma boa? Ou ainda, será que a mãe que apoia o parto normal vai aguentar te ver sentido dor ou acreditar que você consegue parir sem sugerir que seria melhor ir ao hospital e adiantar logo o processo? O pai da criança está informado e seguro o suficiente pra bancar essa espera sem te pressionar? Se você tem outros filhos, vai querê-los ao seu lado nesse momento ou vai precisar de alguém que olhe por eles durante o processo?
São perguntas que precisam ser feitas antes do dia D para que sua rede seja bem montada. Há famílias que preferirão viver esse momento mais isoladas, outras numa roda maior.
Os profissionais citados também fazem toda a diferença. Uma doula lhe ajudará no alívio da dor, na adoção de posições que lhe favoreçam, na oferta de informações sobre o processo fisiológico e emocional do parto. Uma enfermeira obstetra pode acompanhar a vitalidade do bebê, o seu bem estar físico e a evolução do TP até chegar a hora de ir para o hospital ou para a casa de parto, ou até que o GO ou a obstetriz cheguem para um parto domiciliar, ou ela mesma assistir todo o parto porque são habilitadas para tanto.O GO cuidará de assistir ao seu parto respeitando suas vontades a partir de um plano de parto (vale um futuro post) e um neonatologista se encarregará dos primeiros cuidados com o bebê, também respeitando aquilo que foi consentido por você e pelo pai.

Vale verificar junto à esses profissionais se possuem backup para o caso de estarem em outro atendimento quando você entrar em trabalho de parto. Profissionais que atendem ao parto humanizado estão sujeitos a essas situações pois, ao contrário das cesareas, os partos não são agendados!

Arquitetar essa rede não é fácil. Exigirá uma busca criteriosa e, em alguns casos, não será possível preencher todos os espaços. Quando a opção é parir no SUS ou com o plantonista do plano de saúde, não há como saber quem serão os profissionais envolvidos. Mas é possível que seu acompanhante tenha ciência de suas escolhas e faça a ponte com a equipe assistente enquanto você se dedica exclusivamente a parir.
Minha rede de apoio para o parto de Filipe foi:
  1. Marido parteiro (rsrsrs) – Sadat Lima;
  2. Doula – Ana Boulhosa,
  3. Ginecologista obstetra – Sônia Sallenave,
  4. Enfermeira Obstetra – Suzana Montenegro,
  5. Fotógrafa -Helen Chang
  6. Fotógrafa e videomaker – Carolina Lube.
Por ser um parto domiciliar planejado e meus pais saberem bem perto da data do parto, julguei que não estariam preparados para fazer parte dessa cena, afinal, parir em casa era um novidade muito grande.
Como o trabalho de parto foi rápido, a rede chegou na ordem citada e foi essencial a presença de cada um para me transmitir a segurança e o acolhimento de que precisava para trazer Filipe ao mundo.
Nascimento Filipe-9107

Da esquerda para a direita, Sônia, Suzana, Ívina, Sadat com Filipe, Ana acima, Helen e Carol

E então, vamos começar a pensar?
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