Dia das crianças

Aqui em casa não teremos programação especial para comemorar a data. Talvez pelo fato dos meninos serem pequenos demais e ainda não apreenderem as noções de tempo e data comemorativa. Mas desde que Filipe nasceu temos tido o cuidado de permitir que ele seja criança todos os dias e que viva a infância em sua plenitude.

Mas é possível não permitir que a criança seja criança? Acredito que sim e é, infelizmente, o que temos visto e feito em nossa geração.

Crianças às quais não é dada a possibilidade de errar e de contestar, já que precisam comportar-se como pequenos adultos para não envergonhar seus pais. Que não podem correr livremente porque estão, na maior parte do dia, confinadas em apartamentos e nos finais de semana os pais “não tem tempo” para programas ao ar livre. Que não desfrutam da atenção de seus pais que, ou não estão presentes por precisarem trabalhar pra manter a casa, ou por estarem conectados ao mundo virtual estão ausentes da vida de seus filhos. Que não tem contato com a natureza porque as grandes cidades eliminam esses espaços em nome da evolução de concreto. Que passam horas a fio hipnotizadas por artefatos tecnológicos, galinhas e porquinhas em nome do sossego dos adultos. Que não cultivam amizades face a face, porque seus mundos não são mais físicos.

A essas crianças talvez seja imprescindível oferecer um, pelo menos um dia no ano em que se permita que sejam crianças. Às poucas que tem o privilégio de viver a infância todos os dias talvez o 12 de outubro não faça assim tanto sentido.

Nosso presente pra Filipe e João não vem embalado em papel e laço de fita, mas custa mais caro do que se fosse. Custa nosso esforço em remar contra a maré e oferecermo-nos a nós mesmos por inteiro a eles, diariamente, mesmo com as limitações que a vida nos impuser. Custa o exercício diário de estabelecer prioridades, de assentar no chão e olhar no olho para que eles desfrutem de:

Mais tempo de presença dos pais e avós;

Mais pés descalços e cabelos ao vento;

Mais espaço para imaginar e sonhar;

Mais abraços e beijos;

Mais exemplos de como viver a partir de princípios cristãos;

Mais de nós para que sejam mais eles.

Somos sempre exitosos? É claro que não! Mas continuaremos a nos esforçar, sempre, não apenas nos 12 de outubro que vierem. E assim encheremos nossos corações de sorrisos como esse e de vivências como a do vídeo no link abaixo.

pipe

As aventuras do Pipe – vídeo

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