Deus e a pamonha

Junho chegou e, com ele, as comidas típicas. Uma amiga ia à Feira de São Joaquim e se ofereceu para me trazer milho. Uma animação irreconhecível me tomou: vou fazer pamonha!
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D. Francisca e seu primogênito (Salviano), fazendo pamonha em Unaí/MG

Se você nunca fez ou já viu fazer, não tem ideia do trabalho que dá para aquele pacotinho chegar ao seu prato.

Fui pra casa com um saco de milho, convoquei parceiros (não se faz pamonha sozinha) e amanheci o sábado animadíssima.

 

Marido e Filipe descascaram as espigas. Meu pai cortou o milho pra eu processar (não tenho ralador próprio pra espiga), minha mãe assumiu João e só então lembrei: cadê a receita?

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D. Francisca – a dona da melhor receita de pamonha que conheço.

Toca a procurar a receita de pamonha da vovó Francisca. Eu fiz uma nota no telefone quando ela me ensinou em 2010, mas troquei de telefone, salvei a nota em algum lugar e nada de encontrar. Manda mensagem pras tias: “Socorro! Preciso da receita de pamonha da vovó!” Ninguém respondeu.

E ali estávamos nós, as espigas, uma vontade enorme de comer pamonha e sem receita.

Resolvemos fazer assim mesmo, no olho, na lembrança que tínhamos da receita da vovó.

E assim foi.

Nos dedicamos, nos cansamos, esperamos e o resultado foi algo parecido com a pamonha da vó, mas nem de perto autêntica como a dela.

Caramba! Que frustração! Tinha tudo pra dar certo e não deu. Passei um dia inteiro envolvida nisso e o resultado não foi o que eu esperava!

Assim somos nós. Às vezes as coisas não dão certo e não é por falta de empenho, de dedicação ou de vontade. É porque fazemos pelas nossas receitas, experiências e conhecimentos nos esquecendo de que a receita original para uma vida abundante vem de Deus.

Ele tem o modo de fazer perfeito para que desfrutemos dos melhores resultados em tudo o que fizermos. Mas nos vemos envolvidos por tantos detalhes nessa vida que nos esquecemos de ler a receita ou, pelo menos, consultar o autor dela.

Não estou falando de religião, mas de comunhão com Deus Pai, Criador, Deus Filho, Redentor e Deus Espírito Santo, Consolador. E como é bom andarmos em comunhão!

Esses dias de ausência das redes tem sido dias de introspecção e reflexão sobre as coisas que realmente importam pra mim. E Deus é a que mais importa. Ele é o centro, a fonte da minha vida. Sem Ele eu nada posso fazer e viver para Ele é meu propósito.

Eu voltarei com os textos sobre maternidade, mas com as coisas nos lugares certos, na posição de hierarquia que devem ocupar.

A pamonha não ficou lá grandes coisas, mas no meu coração, a fome tem sido saciada dia após dia. Meu desejo é que você também encontre a receita ideal para uma vida plena, daquela que vale a pena ser vivida. Vida com dificuldades, intempéries, mas com segurança, graça e paz vindas Daquele que te planejou.

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